5 Tendências que você precisa descobrir ou se aprofundar

Aconteceu em Nova York, o maior evento do varejo mundial – NRF 2017, e a Origin5 não poderia deixar de participar desse evento, junto com mais de 30 mil executivos de varejo, incluindo a grande e muito qualificada comitiva brasileira.

As palestras, a área de fornecedores, as convenções, e as interações entre os participantes, fazem desse evento, ano após ano, um grande celeiro de conhecimento, de troca de experiências e de inovação. E o fato de acontecer no inicio do ano traz um aspecto especial, pois muitas empresas estão ainda discutindo planejamento, e testando conceitos para alcançar os resultados do ano.

A dualidade, ou até antagonismo, entre on e off, não só é passado e irrelevante, como já ultrapassamos também o conceito de complementariedade e multicanalidade, e vemos agora um realidade onde a experiência física e digital coexistem num mesmo ambiente, e sem limites óbvios onde quando começa uma e onde termina a outra. Esse é o principal ponto que trago no meu artigo, e é o pano de fundo de quase todos os insights que destaco. Não será possível aprofundar todos aqui, mas no momento oportuno aprofundarei alguns conceitos.

Destaco 5 conceitos que me chamaram mais atenção, seja pelo grau de inovação, seja pela relevância para os negócios, ou pela intensidade que vem sendo adotado.

IoT Merchandising – o apelo do varejo no ponto de venda sempre dependeu de comunicações estáticas, ofertas e produtos previamente definidos, e da qualidade carismática ou persuasiva de seus vendedores. Trazer a internet para todos os elementos (entenda-se objetos e estruturas da loja, e do consumidor) que permeiam a experiência de compra, só é realmente eficiente quando vem acompanhado de merchandising (dinâmica produto-preço-promoção); potencializado pelo conhecimento para personalização, adquirido pelos sistemas da empresa, e acionado via dispositivos de conectividade de uso massificado. Vimos exemplos práticos e possíveis dessa realidade, tais como o Magic Mirror, de uma famosa joalheria de Hong Kong (https://vimeo.com/167843856).

Reconhecimento dos clientes no ambiente da loja – uma das cenas que mais se repetiam na área de expositores eram câmeras mapeando visitantes, e gerando todo tipo de leitura e iniciativas. Destaque para o Google, pela primeira vez na NRF, e trouxe uma tecnologia de reconhecimento facial, que além de reconhecer os compradores, permitia levantar seus hábitos e suas opiniões sobre produtos.

Dispositivos e aplicativos gerando ações em tempo real – sejam aplicativos, tags, sensores, a identificação do cliente pelos sistemas das lojas físicas pode trazer informações históricas sobre todos os canais de contato, incluindo redes sociais e programas de fidelidade, pode gerar ações em tempo real dentro da loja, para melhorar a performance de vendas, a produtividade e principalmente prover uma experiência de compra fantástica. Destaco as soluções da SATO Global Solutions, e seus cases apresentados.

Empoderamento do POS – um conceito que ganhou mais força nessa edição foi do empoderamento do POS, o que por muito tempo foi considerado apenas um dispositivo de pagamento, e em poucos casos, também de identificação dos clientes, vem se tornando conector entre sistemas internos, CRM, Ecommerce, Analytics, Redes Sociais, etc., e os consumidores, no momento da compra. Seja qual for objetivo final, o comum e conhecido POS (Point fo sale ou point of service) será cada vez mais uma importante arma para melhorar a performance de vendas das lojas. Como exemplo, uma tecnologia da India – ShopTap, que promete um off-line ecommerce, com uma simples integração, cada loja vira uma porta completa para todo o inventário do varejista.

Anaytics da Loja Fisica – na minha opinião é esse um dos conceitos de maior relevância tratado durante a NRF. A maior diferença entre a experiência digital e a física, é que no caso da primeira, conseguimos mapear cada detalhe da experiência de compra, e em tempo real, e no caso da experiência física sempre esbarramos na grande dificuldade de captar, tratar, e analisar os dados que envolvem uma experiência de compra. O Analytics das lojas físicas é uma realidade palpável, e muito mais possível de ser implementada, o que mudará totalmente a forma como as lojas são geridas, e aumentará exponencialmente seus níveis de excelência. Empresas como DOMO trabalham para tornar isso possível, vale avaliar alguns cases deles.

 

Se aprofundem, implementem, inovem e tenham sucesso!

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